Síntaxe à vontade
"Criei esse espaço justamente para colocar pra fora o que a minha alma já está cheia. Colocar pra fora aqueles grandes sentimentos que o meu pequeno coração não está dando conta mais de carregar sozinho. Sim, escrevo pra desabafar. Válvula de escape? Pode ser. O fato é que vou compartilhar aqui sentimentos em palavras, fatos, tudo que não cabe mais aqui dentro."
domingo, 22 de abril de 2012
Com qual cor eu vou?
Por uma súbita curiosidade agora, procurei no google o significado de "Coragem" que por sinal é:
"coragem – do Latim coraticum, derivado de cor, 'coração'."
(Fonte: http://origemdapalavra.com.br/palavras/coragem/)
Como já disse o sábio Frejat: "Mas há dias em que nada faz sentido, e os sinais que me ligam ao mundo, se desligam...'' Há dias que é assim. Nos falta essa coragem pra seguir com a vida, com as coisas que ela nos impõe, nos falta coragem pra terminar um ciclo, pra assumir de fato que já não dá mais, o trabalho, o curso, o relacionamento, seja o que for.
Essa coragem que todo mundo fala cheio de orgulho no peito, onde ela se encontra nessas tardes de domingo onde as ideias ficam mais pesadas? Dizem que é quando estamos sozinhos que as coisas fazem sentido (eu ainda discordo).
Mas não é que essa curiosidade "ridícula" de uma forma me ajudou a organizar o pensamento? Coragem veio de COR, que forma Coração. Talvez se puséssemos mais coração nos nossos dias, haveria mais atitudes sinceras, mais cor/agem.
E de fato, é isso que está faltando. Mais sentimento. Mais amor. Mais fé.
A vida já é complicada por si só, não vamos torná-la mais complexa ainda.
Que ''atitude'' faça parte do nosso roteiro no dia-a-dia, mesmo que seja doloroso, por hora - será reconfortante - e de fato, mostrará o que já não queremos esconder.
E quer saber? É isso que eu desejo para mim, pra nós: mais COR nos nossos dias. A cor da coragem, a cor do coração!
"Só quem se mostra se encontra, mesmo que se perca pelo caminho"
Foto: Bruna Corradi
domingo, 4 de março de 2012
N-amor-ar, você entende?
Não que seja difícil, ou haja regras para manter um relacionamento estável com a pessoa que se gosta. Mas, por algum motivo, muitos casais caem na rotina, deixa o tédio se instalar no meio e vai perdendo o tesão.
(Não, peloamordedeus, isso não é um blog de autoajuda!)
O cara diz que te ama, manda flores na sua casa, escreve no cartão um trecho de uma música do Chico, rola um sexo no fim de semana e te manda mensagem depois de te deixar em casa. "Esse é pra namorar....''
Não! Todo relacionamento são flores no início. A questão é mantê-lo assim, pelo menos por um bom tempo.
Não importa se você conhece a pessoa à um mês, ou ''fica sério'' à 7 meses, ou mais... primeiro rola a química, o desejo de estar junto, de conversar, beijos e rirem muito juntos.
Mas, - muito mais que isso - namorar requer o interesse dos dois, nos dois. Nada de prazer egoísta, ''se não for do meu jeito, eu não quero'', muitas pessoas colocam regras absurdas pra se relacionar com a outra, prendem a outra como se ela fosse um objeto comprado na loja da esquina. E ainda existe quem se deixe controlar.
Acredite: não precisa abandonar os bares e os amigos, não precisa abolir sua vida social só porque está namorando. Qual o problema de levá-la junto? Essa pessoa agora faz parte da sua vida, assim como seus amigos. Impossível excluir qualquer um dos pilares que te mantém em equilíbrio.
Acredite: não precisa abandonar os bares e os amigos, não precisa abolir sua vida social só porque está namorando. Qual o problema de levá-la junto? Essa pessoa agora faz parte da sua vida, assim como seus amigos. Impossível excluir qualquer um dos pilares que te mantém em equilíbrio.
Namorar é compartilhar, é conhecer bem o outro. É estar sempre à disposição, é desejar a felicidade dela, ter interesse de verdade na vida dela, é aconselhar, é ir àquela festa que você detesta, mas ela está louca pra ir e encontrar os amigos, é sofrer também. Sofrer quando vê-la sofrer, é dar o ''ombro amigo'' às 22h na segunda-feira depois de ter trabalhado o dia todo. É perdoar e não ficar jogando na cara o tempo todo alguma falha dela. Não precisa lembrar a data de aniversário de namoro, mas é preciso saber que ela detesta Paulo Coelho na hora de comprar um presente e nem come pizza de calabresa, quando for pedir algo pra comer. É chamar pra um programa exótico, quando ela está desanimada, é entender que aquele sábado vai ficar só nos beijos mesmo, é ouvir os dramas com paciência e ainda fazê-la rir deles.
Muitas pessoas não entendem isso ainda. Não que seja um pecado... parece simples, mas é complexo ao mesmo tempo. Como disse, namorar vai muito além que dizer eu te amo e se identificar com alguém.
Namorar é se sentir aceito, é (con)viver, é se sentir bem vindo. É surpreender a cada dia.
N-amor-ar. Você entende?
domingo, 8 de janeiro de 2012
Agora sei o que Raul quis dizer quando cantou:
''Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...''
Foi isso que eu me tornei de um ano pra cá: uma metamorfose ambulante. Me olho no espelho e já não me reconheço.
2011 passou e deixou marcas. Incrível como uma pessoa pode mudar tanto em apenas um ano.
Foi o ano do desastre no Japão, da aprovação do casamento civil gay, do capturamento do Bin Laden e o ano em que eu formei a minha identidade.
O processo de descobrir quem você é (se é que algum dia você descobre mesmo) é chato, lento e complicado. Mas é preciso. Amadurecer é preciso. Não importa se você tem quinze ou trinta anos, uma hora a vida irá te cobrar e você tem que estar preparado.
E 2012 chegou assim pra mim. Sorriu e me enlaçou. E me ''lasquei''. (Risos)
2011 foi um ano bom sim. Hoje eu vejo que ele foi apenas uma prévia de 2012. É, a tão esperada maioridade chegou... Não, eu não vou tirar minha CNH, nem passar três dias fora de casa sem dar satisfação.
Sabe aquela fala revoltada nos seus quatorze anos quando seus pais não deixaram você ir naquele show da sua banda de rock preferida: ''Quando eu fizer dezoito anos eu vou sair de casa'' (?)
Pois eu falava isso desde sempre, sem nenhum motivo aparente. Minto: tinha um desejo enorme de ser livre, independente, viver só eu e o mundo. E cá estou. Mas as cobranças vieram mais que o esperado, e o tempo... (tempo??!)
Mas tá tudo bem. Todos nós temos as consequências de nossas escolhas. Cabe à cada um aceitar os desafios que a vida nos trás, pois sempre dá pra tirar algum proveito, no início a casca é dura, mas é preciso persistir para se deliciar com o recheio no final.
Há quem diga que 2012 é o fim do mundo. Pois pra mim tá só começando! Que venha a faculdade e que eu mergulhe nesse mundo fantástico que é o jornalismo. Que eu conheça pessoas interessantes, que eu faça bons amigos, conheça novos lugares... Que venha bons ventos! Pra mim e pra você.
Nada de promessas amigos. Que esse ano lindo que começou nós tenhamos um novo olhar e mais atitude perante às situações da vida. Mais fé e coragem para encarar esse ano de uma nova maneira e fazer com que dessa vez dê certo. Que seja diferente!
Para que o Ano Novo seja ''feliz'' como cantamos, só depende de nós, nada de horóscopo, búzios, tarot...
"Um feliz OLHAR novo" esse ano para nós!
Chega mais 2012... seja mais.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
As cortinas se fecham.
Pausa para os aplausos.
Fim da primeira etapa.
Hoje encontramos aqui algumas pessoas que nos acompanharam desde o início: professores que nos transmitiram conhecimento, amigos que acreditam no nosso potencial, e claro, aqueles que sem eles não seríamos nem metade do que somos hoje, nos ajudaram a subir degrau por degrau e acreditam mais que nós mesmos no nosso sucesso: a nossa família.
Tudo começou na 5ª azul. É 3º1, foram muitos anos estudando juntos. Foram muitos anos vivendo e compartilhando sentimentos juntos. Quem vê de fora pode falar que é uma turma comum, com brigas, panelinhas, farrinhas...
Mas não é. Essa turma tem algo. Algo: pronome indefinido. E é esse ''algo'' que a diferencia das demais. Posso até citar alguns exemplos: os exageros da Fernanda, as mancadas da Kellynha, a voz estranha que o João Luiz faz, a risada do André, os trabalhos técnicos do Paulo, a designer da Poliana, o estresse da Layla, a tremidinha do Xandão, o acolhimento do Rogério pro Pitoco Fest... e todos outros, cada qual com seu diferencial, o que torna o 3º1 uma turma singular.
Criamos laços tão fortes ao decorrer dos anos que chego a suspeitar se o tempo realmente é capaz de levar isso embora.
Mas um dia acontece, a maioridade bate à nossa porta e é hora de crescer. Não tem escapatória. Daqui pra frente as coisas serão diferentes. Haverá mais cobranças, o tempo será curto... Mas é bom e alivia um pouco saber que esses anos foram muitos bem vividos, divertimos muito, rimos até a barriga doer, e como diz a música: "É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer...'' e ao lado de pessoas tão especiais!
Pode ser que percamos uns dos outros nas curvas da estrada, mas pode ser também que alguns por sorte do destino irão percorrê-la juntos, na vida profissional quem sabe.
O adeus é muito forte, pode ser um ''leve tchau'', afinal, teremos o Dia do 3º1. Deu tanta discussão por causa da música de entrada, mas para resumir este momento terei que usá-la:
"Foi tão bom e porque será, eu não vou chorar, você não vai chorar, ninguém precisa chorar, mas eu só posso te dizer por enquanto, que nessa LINDA história os diabos são anjos.''
Futuros engenheiros, administradores, contadores, advogados, profissionais da saúde, jornalistas... e todas outras lindas profissões que serão exercidas, desejo à vocês daqui pra frente humildade, coragem, determinação e fé!
Obrigada à todos que nos acompanharam nessa jornada, pelas críticas, elogios, e todo apoio que foi fundamental para chegarmos até aqui.
Fim da primeira etapa.
Que venha a segunda, a terceira, e quantas mais a vida nos trouxer.
SUCESSO 3º1!
Com carinho, com afeto,
Nayara Lopes
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A nossa música nunca mais tocou.
As cortinas se fecham.
A apresentação acabou.
Agora você volta sozinha para o camarim e retira com cuidado o que restou do espetáculo.
Com cuidado, com leveza... porque tudo que foi usado foi fundamental para que sua peça chegasse perto da excelência.
Talvez seu erro fatal tenha sido esse: querer chegar à excelência. Mas que bobagem... a perfeição é justamente saber lidar com a imperfeição. É aceitar os erros e, com calma, buscar aprimorar aquilo que não o agrada.
Você estava indo bem, acredite. Estava em perfeita sintonia com a canção, a platéia admirava de longe. Porém, por um contratempo você errou um passo, ficou aflita, teve pressa e desequilibrou.
Não devia ter se apavorado, nem ter pressa menina... perfeição não tem e nunca vai ter nada a ver com pressa!
A única forma de não errar o passo ou saber disfarçá-lo é continuar dançando, insistir na coreografia. Para isso tem que ter gosto pela música, calma, e um desejo irrefutável por aplausos...
Não foi dessa vez menina. Mas agora use esse intervalo e absorva tudo que você usou e deu certo para a próxima vez. Claro, é inadmissível cometer os mesmos erros. Uma hora não haverá música, nem público para homenagear.
Resfrie a cabeça, vá com tranquilidade e segurança. E fé. Alguém já disse: ''Felicidade começa com fé''. Quando menos esperar aquela música irá tocar. Qual? Você vai saber. Vai brotar no fundo um desejo incontrolável e você não vai querer poupar os passos. E se seguir meus conselhos não irá se preocupar com o que é banal e vai dá o melhor de si para sua dança.
Siga.
De repente você vai ouvir a melodia e seu coração vai parar de bater constante e virá naquele momento um desejo te instigando à bailar. Você se perguntará o que está acontecendo com você, o que tem de fazer...
Pronto...
Eis a sua próxima apresentação.
A apresentação acabou.
Agora você volta sozinha para o camarim e retira com cuidado o que restou do espetáculo.
Com cuidado, com leveza... porque tudo que foi usado foi fundamental para que sua peça chegasse perto da excelência.
Talvez seu erro fatal tenha sido esse: querer chegar à excelência. Mas que bobagem... a perfeição é justamente saber lidar com a imperfeição. É aceitar os erros e, com calma, buscar aprimorar aquilo que não o agrada.
Você estava indo bem, acredite. Estava em perfeita sintonia com a canção, a platéia admirava de longe. Porém, por um contratempo você errou um passo, ficou aflita, teve pressa e desequilibrou.
Não devia ter se apavorado, nem ter pressa menina... perfeição não tem e nunca vai ter nada a ver com pressa!
A única forma de não errar o passo ou saber disfarçá-lo é continuar dançando, insistir na coreografia. Para isso tem que ter gosto pela música, calma, e um desejo irrefutável por aplausos...
Não foi dessa vez menina. Mas agora use esse intervalo e absorva tudo que você usou e deu certo para a próxima vez. Claro, é inadmissível cometer os mesmos erros. Uma hora não haverá música, nem público para homenagear.
Resfrie a cabeça, vá com tranquilidade e segurança. E fé. Alguém já disse: ''Felicidade começa com fé''. Quando menos esperar aquela música irá tocar. Qual? Você vai saber. Vai brotar no fundo um desejo incontrolável e você não vai querer poupar os passos. E se seguir meus conselhos não irá se preocupar com o que é banal e vai dá o melhor de si para sua dança.
Siga.
De repente você vai ouvir a melodia e seu coração vai parar de bater constante e virá naquele momento um desejo te instigando à bailar. Você se perguntará o que está acontecendo com você, o que tem de fazer...
Pronto...
Eis a sua próxima apresentação.
domingo, 25 de setembro de 2011
"Você dividiu comigo a sua história,
....e me ajudou a construir a minha.''
Adeus às procuras fúteis sem fim. Adeus à sede afetiva insaciável.
Adeus aos sonhos de menina, pelo cara que manda flores com cartão romântico no trabalho e mensagem de madrugada...
Enfim a tua ansiedade acabou. Ninguém mais acende os cigarros. Ninguém mais faz da bebida uma forma de sair da realidade. Ninguém mais sai para balada com uma pseudo-esperança de encontrar algo diferente. Balada é coisa de gente triste.
Adeus às consultas nas cartas, búzios, números, astros...
Adeus ao sexo em brasa, à fantasia nas madrugadas de alguém desconhecido que fizesse sua pele queimar de desejo, que te tirasse o fôlego, arranharia tuas costas e fizesse loucuras com você até o amanhecer.
Adeus às frases feitas, às cartas sem destinário...
Agora ninguém aborrece mais os amigos com queixas desesperadas e sofrimento sem fim.
Agora ninguém caminha mais à noite desamparado e sem destino, se fazendo superior...
Dias adentro. Noites afora. Ninguém mais atravessará madrugadas com olhos de ressaca e nem terá pensamentos suicidas ou de fuga sem razão aparente.
Estranho é ter que passar por tudo isso e mais, até encontrar alguém estranho e diferente de você, que te faça compreender as canções, as piadas, e até que um simples abraço e um sorriso curasse tanta dor.
Agora alguém depende do cheiro dele. Mesmo distante existe alguém que precisa do cheiro preciso dele...
É como um quebra-cabeça que começa a se encaixar. Ele veio para te ajudar a colocar as peças no lugar.
Porém antes dele você não sentia ciúmes, não tinha comportamento bipolar nem pensamentos psicopatas. Não morria de saudade, não se preocupava em checar a caixa de mensagens no celular, sempre tinha razão e o coração batia lento e constante.
Mas só você sabe o quanto ele está te fazendo crescer. Como as coisas passaram a fazer sentido com a chegada dele.
Alguns te vêem com um brilho diferente no olhar e um sorriso cativante no rosto e te perguntam qual a razão disso de uma hora para outra. Mal sabem eles que Ele é a razão. Dos sorrisos, das loucuras, de cada palavra escrita agora.
Ele sabe como te fazer se sentir especial. Ele é o responsável por esse sentimento tão bonito que está nascendo. Uma mistura de aperto, alegria, pulsação...
domingo, 4 de setembro de 2011
Seja bem vindo, setembro.
Para setembro entrar, a casa tem de estar limpa.Tudo no seu devido lugar.
Ah setembro! Como eu esperei por você! Estou ansiosa para ver qual a surpresa que você me reserva desta vez.
Quais as novas experiências me aguardam, quantas novas portas vão abrir para que eu possa passar, quantos ''sim's'' eu vou ouvir, quantos sorrisos vão sair de mim em sinal de agradecimento à você.
Porque há dentro de mim um desejo irrefutável de fazer tudo diferente, de começar novos ciclos, uma vontade insaciável de vida nova, sabe?
Que você compreenda isso bem, e não confunda tudo, como fez agosto.
Que você me traga os sorrisos, os sonhos, os chocolates, as flores, os amores, as poesias, até o vinil de Vinícius... tudo que foi perdido.
Tudo que agosto me tirou, que você me devolva.
Venha setembro, entre. Agora não temos nada a perder.
Faça seu trabalho bem feito, e eu vou te acompanhar.
Seja bem vindo, mês das flores.
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